" Quando me deito, com você, eu poderia ficar lá, fechar meus olhos, sentir você aqui para sempre. Você e eu juntos, nada é melhor. "
(Set fire to the rain - Adele)



Há noites (como esta que passou) que sinto mesmo saudades de te ter assim agarradinho a mim a proteger-me do mundo lá fora. Noites essas em que sinto uma vontade enorme de adormecer nos teus braços, de te dar a mão durante a noite e poder pousar a outra na tua cara por breves instantes e dar-te um beijo que me conforta o coração. Se soubesses as saudades que tenho de o fazer. É diferente quando somos nós e o mundo, e quando somos nós e nada mais. Eu sei que me entendes e que conheces a sensação de querer que o tempo pare. De ter vontade de me segurar bem perto e não querer me soltar. Sempre que te abraço, tenho a tendência para te apertar com mais e mais força, mas sabes, só o faço porque há uma sensação que me percorre todo o corpo e que me faz pensar que não te posso perder e que ia sentir muita falta de ti, de nós. E esse nós, é tudo o que nos define como amor, carinho, amizade, confiança, segurança, promessas, abraços, beijos longos e beijinhos nas bochechas e no pescoço, sorrisos, mãos dadas, coração acelerado, borboletas no estômago, birras parvas que passam em cinco minutos, todos os minutos possíveis e imagináveis passados juntos como antes de todas as aulas e tardes livres e fins de semana e noites ao telemóvel e às mensagens, não nos largarmos (via telemóvel) mesmo que tenhamos de ir para a sala, para o autocarro ou para casa, é uma vontade de querer estar perto e nunca longe, a vontade de nos proteger-mos um ao outro, os segredos, o facto de confiarmos cegamente e mutuamente um no outro, ouvir músicas que nos fazem lembrar momentos, dar beijinhos quando passamos debaixo de um candeeiro qualquer, passar as tardes ao sol ou em cantinhos nossos, sermos interrompidos por desconhecidos e por um telemóvel que continua a vibrar, desejar-te boa sorte antes de um teste e vires-me levar às salas e nunca me deixares sozinha, apoiares-me sempre que tenho um problema, ouvires-me desde sempre e nunca me culpares de nada, cuidares de mim como uma princesa, ligares-me à noite só porque queres dizer que me amas, e já me esquecia da telepatia que temos, visto que sabemos sempre o que cada um está a pensar e sabes que mais? Amor não se define, sente-se. E eu e tu, sentimos-lo em cada bocadinho do nosso corpo, em cada momento em que sinto que me pertences e que te pertenço e que não há nada capaz de mudar aquilo que somos e que construímos. És meu, só meu, sempre meu.

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