25 de Abril de 2015

## "Gostava de saber o que vêem os teus olhos quando me vêem. Gostava de saber se vêem este aperto que te aperto - e é com os olhos, antes de tudo o resto, que te aperto. Gostava de saber o que vêem os teus olhos quando me vêem. A única maneira de olhar é olhar-te. O teu cabelo de boneca, escuro e liso; o teu corpo dobrado no meu quando, de manhã, acordo - e te vejo ali, como só tu, a amar-me como só eu. És a felicidade de todos os meus minutos. E depois as palavras nem precisam de ser palavras. E depois ficamos abraçados, por debaixo dos lençóis, como se o mundo lá fora fosse o resto do que não precisamos de viver. O resto do que nem sequer precisamos de ver. Toda a realidade está dentro de ti. Tudo o que vejo vejo contigo. Pedes-me para te abraçar. E eu abraço-te. Pedes-me para te beijar. E eu beijo-te. E eu e tu sabemos que quando um pede o outro faz. E eu e tu sabemos, mais ainda, que quando um pede o outro está a pedir também. Porque entre nós não é a felicidade de um que é a felicidade do outro; entre nós só há uma felicidade."
in Prometo falhar", de Pedro Chagas Freitas ##

E cá estou eu na tua casa. Tu foste tomar banho e eu fiquei aqui no teu quarto. Lembrei de escrever isto, porque depois quando me for embora, vai ser engraçado ler e porque sei que tu vais achar piada. É difícil sermos nós, com qualidades e defeitos, mas conseguimos e superamos as coisas más. E o amor que sinto aqui dentro é mais forte entre tudo o resto. E garanto-te que nunca há-de ir embora. Porque tu és o tal. Aquela pessoa especial que procuramos a vida inteira. Tu és tudo o que sonhei, quer dizer, és melhor do que eu já tinha pensado. E se tu soubesses o quanto te amo. Só espero que o que tu sentes seja igual. Eu sei que é. Agora vou ter de ir, antes que tu venhas e me apanhes a escrever. Amo-te *.*

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